29 novembro 2021

Carménère



 A uva Carménère foi uma das mais cultivadas no início do século XIX, na região do Médoc e em Graves, Bordeaux. Na década de 1860 as videiras europeias sofreram com o ataque de um inseto chamado filoxera, que afetava a videira pelas folhas e raízes sugando sua seiva. Essa praga devastou quase todos os vinhedos da Europa.

Achavam que esta variedade havia sido extinta, mas foi redescoberta em 1994 no Chile por um ampelógrafo (profissional da botânica e da agronomia que estuda, identifica e classifica as variedades das uvas) francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, onde notou que algumas cepas de merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux, carménère, cultivada por engano como se fosse a merlot.

Levada por engano aos vales vinícolas chilenos, a carménère se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada a uva emblemática do Chile por sua qualidade e sabor excepcional. Seu nome provém da cor de sua pele de tom forte de carmim que sempre acaba transferindo aos vinhos com ela elaborados.

O que combina com Carménère: 

ão bem com pratos a base de carnes vermelhas com pouca gordura, como um medalhão de filé-mignon com molho de gorgonzola que irá aumentar o sabor da carne, massas ao molho de queijos ou se o vinho for mais estruturado podemos harmonizá-lo com uma boa carne de porco assada.

Dicas de rótulos:

Cabernet Sauvignon: Melhor das uvas

 




Se é apaixonado por vinhos, provavelmente já provou um ou mais exemplares da uva Cabernet Sauvignon. A casta mais produzida e consumida em todo o mundo carrega a tradição da região de Bordeaux, na França, como origem de sua história e hoje já ganhou o mundo pela sua versatilidade. 

De forma geral, os vinhos tintos produzidos a partir da Cabernet Sauvignon são de cor profunda, encorpados, com forte acidez e taninos acentuados. A produção da uva em regiões, climas e blends diferentes faz com que a casta dê origem a vinhos que vão desde rótulos com ótimo custo-benefício até vinhos que estão entre os mais caros do mundo. O amadurecimento da casta é tardio, o que significa que os bagos de Cabernet são alguns dos últimos a serem colhidos no processo de produção. Além de termos ótimos exemplares de rótulos 100% Cabernet Sauvignon disponíveis no mercado, a uva é fácil de ser misturada com outras, com ótimos resultados dos blends. 

São vinhos que costumam envelhecer muito bem e, quando em barrica, seus taninos são amaciados, dando espaço aos aromas de baunilha, ameixa, chocolate e tabaco. Os aromas mais comuns do Cabernet Sauvignon são cereja-negra, cassis, pimentão, especiarias e cedro.

Em regiões produtoras com clima marcado por temperaturas mais altas, é comum os vinhos terem mais corpo, taninos suaves e aromas de frutas negras. É o caso dos Estados Unidos, Austrália, Argentina, África do Sul, regiões centrais e sul da Itália e Espanha. 

Já em lugares mais frios, como França, Chile e norte da Itália, os vinhos costumam ser mais duros, adstringentes (sensação de boca seca) e com herbáceo muito forte.Ao harmonizar os rótulos deve-se ter em mente que a casta origina vinhos potentes, com bastante corpo e tanino. Dessa forma, o ideal é optar por pratos também de sabores marcantes, como carnes mais gordurosas e/ou massas ao molho bolonhesa, por exemplo. 

Se o vinho for mais encorpado e com médio ou longo amadurecimento em barricas, o mais indicado é um prato untuoso, substancioso, como carnes mais gordurosas (costela, cupim, por exemplo), polenta com ragu, pratos à base de queijos ou de embutidos.

O que combina com Cabernet Sauvignon:

  • Massas ao molho bolonhesa, 
  • Carne assada, 
  • Churrasco,
  • Risotos, 
  • Polenta com ragu, 
  • Queijos duros,
  • Patês condimentados

Dicas de rótulos:

Vinho Tinto

   



   O vinho tinto nada mais é que uma bebida alcoólica produzida a partir da fermentação da uva. Sua cor é obtida através de um processo chamado maceração, onde o mosto permanece em contato com as cascas das uvas, absorvendo os pigmentos que encontram-se nas cascas. 

O vinho tinto pode ser produzido a partir de uma única uva tinta, sendo, nesse caso, chamado de varietal, ou a partir de várias outras uvas tintas, também conhecido como blend ou assemblage.

A uva passa por vários processos até se tornar aquele vinho tinto que conhecemos, um dos processos é o desengace e esmagamentos das uvas, esse é o segundo processo feito para  preparação do vinho, o primeiro é a hora da colheita. 

Depois de se retirar as uvas dos cachos, temos o processo chamado de pré fermentativa, essa etapa é opcional, nessa etapa, as uvas são mantidas em temperaturas baixas, dessa forma, visa a melhor extração dos aromas. Seguindo temos a fermentação alcoólica.

 Durante a etapa de fermentação alcoólica são adicionados micro-organismos ao mosto, conhecidos como leveduras, que convertem o açúcar presente nas uvas tintas em álcool. A fermentação alcoólica pode ser realizada em cubas de aço inox, tanques de concreto ou barris de carvalho.

Maceração pós fermentativa também é feita de forma opcional, mas sua realização ocorre para extrair melhor os taninos.

Fermentação Malolática é um processo espontâneo que transforma o ácido málico em ácido lático. Ela é responsável por agregar opulência, corpo e complexidade aromática aos vinhos tintos.

 Envelhecimento é uma das principais etapas na produção dos vinhos tintos, conferindo maior complexidade aromática. Esse é um processo que pode durar desde alguns meses até vários anos. O envelhecimento é realizado em tanques de aço inox, tanques de concreto ou barris de carvalho. Os tanques de aço inox são mais utilizados na elaboração de vinhos tintos jovens, enquanto os barris de carvalho configuram o método mais tradicional de amadurecimento, adicionando camadas de aromas aos vinhos tintos.

Filtragem e Clarificação são opcionais na produção, alguns produtores optam por não realizar essas etapas, pois acreditam que o vinho resultante é mais puro. A filtragem consiste em passar o vinho por uma série de filtros com diferentes porosidades que retiram pequenos sedimentos. Já na etapa de clarificação são utilizadas proteínas da clara do ovo que absorvem e depositam no fundo do tanque partículas sólidas que estejam em suspensão.

 Estabilização e Envase essa realização acontece em três etapas, a estabilização ao calor, a estabilização ao frio e a estabilização microbiológica. Após todos os outros processos ocorre o envase, onde a bebida é acondicionada na garrafa e são colocados o rótulo e a rolha, ou a tampa metálica, para fechamento.


Você sabe qual a diferença entre, espumante, champage e frisante?

    Espumante é um tipo de vinho que possui dois tipos de fermentação, a fermentação que acontece dentro da garrafa ou fora da garrafa. Essas bebidas possui um alto teor de dioxido de carbono, que faz borbular enquanto é servido. É muito comum as pessoas confundirem o champagne com o espumante. Contudo, é importante frisar que nem todo espumante é considerado um champagne, mas o contrário é verdadeiro.
   O Brasil figura, atualmente, como um dos 4 melhores produtores de espumante em todo o mundo. Na verdade, a palavra espumante é um termo genérico usado no Brasil, Portugal e alguns outros países de língua portuguesa, para se referir às bebidas espumantes que são produzidas fora da região de Champagne, França.


 

Mas afinal, qual a diferença entre eles. 


Espumante: mais bolhas e mais gás carbônico
Espumantes são fabricados com a segunda fermentação de um vinho branco, tinto ou rosé e, por isso, possuem mais bolhas e gás carbônico natural. Os primeiros espumantes foram produzidos na França, responsável por criar alguns métodos de produção conhecidos mundialmente, originando também diversos tipos de espumantes. Conheça alguns:

Prosecco: natural da região de Vêneto, na Itália, ele é feito com a variedade da uva Glera, por meio do método Charmat, no qual a segunda fermentação da bebida acontece em tanques de aço inox. São espumantes leves, ácidos e bastante refrescantes.

Demi-sec: esse espumante tem uma dosagem de açúcar bastante variável, podendo ter entre 20 e 60 gramas por litro. Ótima opção para quem quer uma bebida mais doce, mas não tão doce quanto um Moscatel. Essa versão é uma das mais consumidas entre os amantes da bebida.


Brut: em francês, significa "grosseiro, não refinado, bruto" e surgiu da necessidade de um espumante não tão doce, já que este aqui possui entre 8 e 15 gramas de açúcar por litro e é um dos mais comuns. Para quem ama rótulos mais secos, ele é ideal!

Frisantes: menos bolhas e menor quantidade de gás carbônico

Segundo a legislação brasileira, os frisantes podem conter anidrido carbônico, responsável pela pressão da bebida, caracterizando poucas bolhas e quase nenhuma espuma. Ele é resultado da primeira fermentação da bebida e, por isso, a quantidade de gás encontrada nele é quase metade, se comparado a de um espumante, por exemplo. resultando em um vinho mais leve e discreto, porémigualmente refrescante. Bons exemplos são os italianos Lambruscos, mas é possível também encontrar frisantes em todos os países produtores de vinho, como Portugal, Alemanha, França e até no Brasil.

Champanhes: espumante mais original proveniente de uma região específica

Por último, e não menos importantes, estão os champanhes. Estes nada mais são que espumantes de altíssima qualidade produzidos em uma região específica da França, Champagne, localizada a 150km de Paris. Devem ser produzidos com três uvas: Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier. Ou seja, um espumante só pode ser chamado de champanhe se for produzido nessa região, com essas uvas e seguindo o método de fabricação tradicional, que é o Champenoise, no qual o vinho passa por dois processos de fermentação: o primeiro, em um tanque que pode ser de concreto, aço ou madeira. Depois disso, o 'vinho base' passa por mais uma fermentação, de cerca de dois meses. Essa última fase também é conhecida por tomada de espuma, pois é nesse momento que o champanhe adquire o gás carbônico.


16 novembro 2021

Tudo sobre vinhos

 



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