Espumante é um tipo de vinho que possui dois tipos de fermentação, a fermentação que acontece dentro da garrafa ou fora da garrafa. Essas bebidas possui um alto teor de dioxido de carbono, que faz borbular enquanto é servido. É muito comum as pessoas confundirem o champagne com o espumante. Contudo, é importante frisar que nem todo espumante é considerado um champagne, mas o contrário é verdadeiro. O
Brasil figura, atualmente, como um dos 4 melhores
produtores de espumante em todo o mundo. Na verdade, a palavra
espumante é um termo genérico usado no Brasil,
Portugal e alguns outros países de língua portuguesa, para se referir às
bebidas espumantes que são produzidas fora da
região de Champagne, França.
Mas afinal, qual a diferença entre eles.
Espumante: mais bolhas e mais gás carbônico
Espumantes são fabricados com a segunda fermentação de um vinho branco, tinto ou rosé e, por isso, possuem mais bolhas e gás carbônico natural. Os primeiros espumantes foram produzidos na França, responsável por criar alguns métodos de produção conhecidos mundialmente, originando também diversos tipos de espumantes. Conheça alguns:
Prosecco: natural da região de Vêneto, na Itália, ele é feito com a variedade da uva Glera, por meio do método Charmat, no qual a segunda fermentação da bebida acontece em tanques de aço inox. São espumantes leves, ácidos e bastante refrescantes.
Demi-sec: esse espumante tem uma dosagem de açúcar bastante variável, podendo ter entre 20 e 60 gramas por litro. Ótima opção para quem quer uma bebida mais doce, mas não tão doce quanto um Moscatel. Essa versão é uma das mais consumidas entre os amantes da bebida.
Brut: em francês, significa "grosseiro, não refinado, bruto" e surgiu da necessidade de um espumante não tão doce, já que este aqui possui entre 8 e 15 gramas de açúcar por litro e é um dos mais comuns. Para quem ama rótulos mais secos, ele é ideal!
Frisantes: menos bolhas e menor quantidade de gás carbônico
Segundo a legislação brasileira, os frisantes podem conter anidrido carbônico, responsável pela pressão da bebida, caracterizando poucas bolhas e quase nenhuma espuma. Ele é resultado da primeira fermentação da bebida e, por isso, a quantidade de gás encontrada nele é quase metade, se comparado a de um espumante, por exemplo. resultando em um vinho mais leve e discreto, porémigualmente refrescante. Bons exemplos são os italianos Lambruscos, mas é possível também encontrar frisantes em todos os países produtores de vinho, como Portugal, Alemanha, França e até no Brasil.
Champanhes: espumante mais original proveniente de uma região específica
Por último, e não menos importantes, estão os champanhes. Estes nada mais são que espumantes de altíssima qualidade produzidos em uma região específica da França, Champagne, localizada a 150km de Paris. Devem ser produzidos com três uvas: Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier. Ou seja, um espumante só pode ser chamado de champanhe se for produzido nessa região, com essas uvas e seguindo o método de fabricação tradicional, que é o Champenoise, no qual o vinho passa por dois processos de fermentação: o primeiro, em um tanque que pode ser de concreto, aço ou madeira. Depois disso, o 'vinho base' passa por mais uma fermentação, de cerca de dois meses. Essa última fase também é conhecida por tomada de espuma, pois é nesse momento que o champanhe adquire o gás carbônico.
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